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Em 1929 foi elevada a cidade de Santana, como sede da província e, a partir de 1928, sede do Estado.
Posteriormente, 🍋 passou a eleger prefeitos, vereadores e vereadores que, em sua maior parte, eram membros do Partido Republicano.
O município é sede 🍋 da Mesorregião Fluminense de Campos, e se encontra a cerca de 85 km ao norte do estado, e a 30 🍋 km sul, à capital.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 a população de Santana 🍋 é
de habitantes, conforme dados da divisão regional vigente desde 1998, o que representa 0,821% da população total estadunidense|r.bs.
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Os italianos são uma etnia da Europa Ocidental, primariamente associados à língua italiana. São um grupo étnico que vive predominantemente 😆 na Itália e, através da emigração italiana, em países como Brasil, Argentina, Estados Unidos, Venezuela, Colômbia, Paraguai, Chile, Alemanha, 😆 França, Uruguai, Canadá e Austrália.
A história genética dos italianos atuais foi muito influenciada pela geografia e pela história. Os ancestrais 😆 da maioria dos italianos são identificados como povos itálicos (dos quais os mais notáveis são os latinos, mas também os 😆 úmbrios, sabinos e outros) e é geralmente aceito que as migrações dos povos germânicos que se seguiram durante os séculos 😆 após a queda do Império Romano não alteraram significativamente a composição genética dos italianos, por causa do número relativamente pequeno 😆 de invasores, em comparação com a grande população que constituía a Itália romana.[3]
O povo italiano é, geneticamente, um dos 😆 mais diversos da Europa. Diferentes populações se estabeleceram no atual território italiano ao longo dos milênios: agricultores do Oriente Próximo, 😆 itálicos, lígures, etruscos, fenícios, gregos, celtas, ostrogodos, lombardos, francos, normandos, árabes, berberes, albaneses, austríacos entre outros. Todos eles deixaram seu 😆 legado genético na atual população italiana, alguns em proporções maiores, outros superficialmente.[4]
A genética e ancestralidade dos italianos é oriunda 😆 sobretudo dos agricultores da Anatólia, que chegaram à Itália no Neolítico.[5][6]
Há uma notável diferença genética entre os sardos, os italianos 😆 do norte e os italianos do sul. Os nativos do norte da Itália estão mais próximos aos espanhóis e occitanos,[7][8][9][10] 😆 enquanto os do sul da Itália estão mais próximos aos gregos.[11] No entanto, a distância genética entre os italianos do 😆 norte e do sul, embora grande do ponto de vista da “nacionalidade”, é aproximadamente igual à dos alemães do norte 😆 e do sul da Alemanha.[12] O fosso genético entre os italianos do norte e do sul é preenchido por um 😆 aglomerado intermediário do centro da Itália, criando uma linha contínua de variação na Península Itálica e nas ilhas (com os 😆 sardos como isolados), que espelha a geografia.[13]
A antropologia molecular não encontrou evidências de um fluxo genético do norte significativo na 😆 península italiana nos últimos 1 500 anos. Portanto, a maior parte da etnogênese italiana ocorreu antes das invasões germânicas ou 😆 não europeias. Estudos de DNA mostram que apenas a colonização grega da Sicília e do sul da Itália teve um 😆 efeito duradouro na paisagem genética local.[14][15]
Do Paleolítico ao Neolítico [ editar | editar código-fonte ]
Todas as populações humanas não-africanas descendem 😆 de um único grupo que saiu da África há, pelo menos, 60 mil anos, se fixando no Oriente Médio, dali 😆 migrando para a Europa pela primeira vez há 45 mil anos.[16]
A Europa vem sendo habitada por seres humanos há pelo 😆 menos 40 mil anos. Todas as populações humanas não africanas descendem de um único grupo que saiu da África há 😆 cerca de 100 mil anos e foi para o Oriente Médio. Assim, africanos e asiáticos foram os responsáveis pelo povoamento 😆 do continente europeu, mesmo que essas migrações tenham ocorrido em momentos diferentes e talvez repetidamente.[17][18][19]
Durante o Último máximo glacial, 😆 que durou aproximadamente entre há 26,5 mil anos e 19 mil anos, grande parte da Europa estava coberta pelo gelo, 😆 tornando praticamente impossível a presença humana. Dessa forma, os europeus paleolíticos foram forçados a se fixar em regiões mais 😆 ao sul de clima mais ameno, como a Itália.[4]
A agricultura foi descoberta no Levante há aproximadamente 12 mil anos e 😆 foi adotada pelos povos da Anatólia logo em seguida.[20] Os agricultores anatólios introduziram a agricultura na Grécia há cerca 😆 de nove mil anos, alcançando o sul da Itália mil anos depois, dali levando a agricultura para o restante do 😆 território italiano ao longo dos séculos seguintes.[4]
Com a chegada dos agricultores neolíticos, a maioria dos caçadores-coletores que anteriormente habitavam a 😆 Itália fugiram da península e os que permaneceram ali se miscigenaram aos recém-chegados.[4][5]
Na Idade do Bronze, chegaram à Europa, vindos 😆 da Estepe Pôntica, povos proto-indo-europeus, que inicialmente migraram para os Balcãs há cerca de seis mil anos. Dali, subiram o 😆 rio Danúbio e invadiram a Europa Central e Ocidental a partir de 4,5 mil anos atrás. Acredita-se que um povo 😆 do ramo indo-europeu, falante de uma língua proto-itálica, cruzou os Alpes e invadiu a Itália há cerca de 3 200 😆 anos, estabelecendo a cultura Villanova. Essas tribos itálicas conquistaram toda a península, mas se estabeleceram principalmente no norte e centro 😆 da Itália, sobretudo ao longo do rio Pó e na Toscana, se miscigenando com as populações que já viviam ali. 😆 Durante o fim da Idade do Bronze e o começo da Idade do Ferro, outras tribos indo-europeias se estabeleceram no 😆 norte da Itália, tais como os lígures na Ligúria, os lepôncios e os gauleses no Piemonte e os vênetos no 😆 Vêneto.[4]
Etruscos, fenícios, gregos e romanos [ editar | editar código-fonte ]
Entre 1200 e 539 a.C., os fenícios construíram um vasto 😆 império comercial que se estendia do Líbano, sua terra de origem, passando pelo sul do mar Mediterrâneo até atingir a 😆 Península Ibérica. Na Itália, eles tiveram colônias no oeste da Sicília e no sul e oeste da Sardenha.[4]
Outro povo que 😆 habitou a Itália foram os etruscos, que apareceram por volta de 750 a.C.. A sua origem continua um mistério: alguns 😆 acreditam que eram originários da Anatólia, mas ainda não há certeza quanto a isso. Os etruscos falavam uma língua não 😆 indo-europeia e que não tem nenhuma relação com nenhum outro idioma antigo à parte do rético dos Alpes e do 😆 lêmnio da região do mar Egeu. É provável que os etruscos vieram de algum lugar do Mediterrâneo Oriental e impuseram 😆 seu idioma sobre as tribos itálicas que viviam na Toscana e ao longo do rio Pó.[4]
Mapa das línguas itálicas antes 😆 da expansão do latim.
No sul da Itália, os gregos antigos também se estabeleceram. A partir do século VIII a.C., os 😆 gregos estabeleceram colônias por toda a costa de Campânia, Calábria, Basilicata, sul da Apúlia e na Sicília (menos na ponta 😆 ocidental). Toda essa região ficou conhecida como Magna Grécia. Os gregos também colonizaram algumas porções do norte italiano, especificamente a 😆 Ligúria, onde fundaram Gênova.[4] O impacto que os gregos tiveram na composição étnica do Sul da Itália é motivo de 😆 debate, com um estudo genético estimando que 37% da ancestralidade dos atuais sicilianos tem origem grega,[15] enquanto outro estudo estima 😆 que apenas poucos milhares de gregos e algumas centenas de gregas imigraram para a Itália e que os atuais italianos 😆 do sul são geneticamente mais próximos dos gregos das ilhas do que dos do continente.[21]
No século I, Roma se tornou 😆 a capital de um império vasto e cosmopolita. A imigração para Roma fez a cidade crescer de 400 000 habitantes 😆 no século III a.C. para um milhão entre 27 a.C. e 14 d.C.. Como esses imigrantes vieram de todas as 😆 partes do império, é difícil estimar o impacto que tiveram na demografia de Roma e da península Itálica, mas foi 😆 considerável, pelo menos na região do Lácio.[4]
Germânicos e bizantinos [ editar | editar código-fonte ]
Nos séculos IV e V, tribos 😆 germânicas e eslavas migraram para o sul e oeste e invadiram o Império Romano em busca de terras férteis. 😆 Os vândalos foram os primeiros a chegar à Itália e, em seguida, foram para a Península Ibérica, para onde 😆 rumaram para o Magrebe em 429, onde fundaram um reino que também englobava a Sicília, Sardenha e Córsega. Ao 😆 longo do século V, vários povos germânicos se estabeleceram na Península Itálica, como os ostrogodos, que reinaram sobre toda a 😆 Itália, exceto a Sardenha, até 553. Eles foram sucedidos pelos lombardos (568-774), também germânicos, que tiveram que lutar pelo controle 😆 da Itália com os bizantinos. Os lombardos se estabeleceram mais densamente no nordeste italiano e na Lombardia, que recebeu este 😆 nome por causa deles.[4]
Afresco da cena de um banquete, Pompeia.
Os godos se originaram na Escandinávia e migraram para o sul, 😆 atingindo o Mar Negro, onde se misturaram com a população local. Depois, migraram para os Balcãs no século III e 😆 ali permaneceram por duzentos anos, havendo também mistura com os locais. Assim, quando invadiram a Itália, os godos não apenas 😆 trouxeram sua ascendência germânica, mas também eslava e balcânica. Igualmente, os vândalos, antes de atingirem os territórios do Império Romano, 😆 já haviam se estabelecido na Polônia, constituindo uma tribo heterogênea. Por outro lado, os lombardos, após saírem da Escandinávia, passaram 😆 pela Europa Central, algumas poucas décadas antes de invadirem a Itália. Dessa forma, estes últimos trouxeram uma maior contribuição germânica 😆 para a Itália que os outros dois povos.[4]
De qualquer maneira, os invasores germânicos chegaram em número pequeno à Itália 😆 e se dispersaram geograficamente a fim de governar e administrar o reino. Em consequência, foram rapidamente diluídos dentro da 😆 população local. Algumas regiões da Itália nunca estiveram sob domínio lombardo, incluindo a Sardenha, Sicília, Calábria, sul da Apúlia, Nápoles 😆 e Lácio.[4]
No Sul da Itália, a chegada dos bizantinos só fez aumentar a contribuição étnica greco-anatólica que já predominava na 😆 região desde os tempos da Magna Grécia. No Norte da Itália, por outro lado, que nunca foi colonizado pelos gregos 😆 (exceto a Ligúria), os bizantinos introduziram novos elementos étnicos, particularmente na Emília-Romanha, nas Marcas e no litoral do Vêneto e 😆 da Ligúria.[4]
Francos, árabes e normandos [ editar | editar código-fonte ]
Os francos conquistaram o Reino Lombardo em 774. Ao 😆 contrário de outros povos germânicos, a intenção dos francos não era encontrar uma nova pátria. Consequentemente, eles não imigraram em 😆 massa para a Itália, limitando-se a trazer soldados e administradores, que não eram necessariamente de ascendência franca, mas também 😆 galo-romana. O seu impacto étnico na Itália foi, portanto, pouco expressivo.[4]
Logo após a chegada dos francos, os sarracenos, de origem 😆 árabe, invadiram a Sicília e o Sul da Itália, onde estabeleceram um emirado (831-1072). A maioria desses muçulmanos saiu da 😆 Itália após a conquista normanda no século XI. Os normandos, oriundos da Normandia e descendente de vikings dinamarqueses, invadiram a 😆 Sicília em 1061 e conquistaram toda a ilha em 1091.[4]
Sardos em trajes típicos.
A maioria dos italianos, em 😆 todas as regiões do país, tem cabelos e olhos escuros. Segundo uma pesquisa, realizada no século XIX com milhares 😆 de italianos, a cor do cabelo da população italiana foi assim descrita:[22]
60,14% tem cabelos castanhos;
31,06% tem cabelos pretos;
8,21% tem cabelos 😆 loiros;
0,57% tem cabelos ruivos.
Existe, contudo, variação regional. A proporção de pessoas com cabelos escuros vai aumentando do Norte para o 😆 Sul. Assim, no Vêneto (norte), 12,56% da população tem cabelos loiros, 61,73% castanhos e 24,93% pretos. Por outro lado, na 😆 Ilha da Sardenha (sul), apenas 1,72% tem cabelos loiros e 43,39% castanhos e 54,64% pretos.
No tocante à cor do olhos, 😆 a distribuição na Itália foi a seguinte:
60,30% tem olhos castanhos;
20,61% tem olhos cinza;
10,36% tem olhos azuis ou verdes;
8,74% tem olhos 😆 pretos.
Em relação à cor da pele, um estudo comparou quatro populações europeias, oriundas de Dublin (Irlanda), Varsóvia (Polônia), Roma (Itália) 😆 e Porto (Portugal). Nessa amostra, os irlandeses tinham o tom de pele mais claro, seguidos pelos poloneses. Portugueses do Porto 😆 apresentaram pele mais clara que italianos de Roma. No tocante à cor dos olhos, novamente irlandeses apresentaram proporção maior de 😆 olhos claros, seguidos pelos poloneses. Porém, italianos apresentaram maior incidência de olhos claros que portugueses.[23]
Mapa da diáspora italiana no mundo 😆 por número. Itália + 10.000.000 + 1.000.000 + 100.000 + 10.000
A migração italiana para fora da Itália ocorreu em 😆 diferentes ciclos migratórios, durante séculos.[26] Uma diáspora em grande número ocorreu após a unificação da Itália, em 1861, 😆 e continuou até 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial. Essa rápida saída de italianos para várias partes do 😆 mundo pode ser atribuída a fatores como a crise econômica interna, que surgiu junto com a unificação da Itália, a 😆 preocupação com família e o boom industrial que ocorreu no mundo ao redor da Itália.[27][28]
Depois de sua unificação, a Itália 😆 não buscou o nacionalismo, mas, em vez disso, buscou trabalho.[27] No entanto, um Estado unificado não constitui automaticamente uma 😆 economia sólida. A expansão econômica global, desde a Revolução Industrial da Grã-Bretanha, no final do século XVIII e até meados 😆 do século XIX, até o uso de trabalho escravo nas Américas, não atingiu a Itália até muito mais tarde (com 😆 exceção do "triângulo industrial" entre Milão, Gênova e Torino).[27] Esse atraso resultou em um déficit de trabalho disponível na 😆 Itália e na necessidade de procurar trabalho em outro lugar. A industrialização em massa e a urbanização globalmente 😆 resultaram em maior mobilidade de mão de obra e a necessidade de os italianos permanecerem presos à terra para 😆 obter apoio econômico diminuiu.[28]
Além disso, melhores oportunidades de trabalho não eram o único incentivo para mudar; a família desempenhou um 😆 papel importante na dispersão dos italianos em todo o mundo. Os italianos eram mais propensos a migrar para países 😆 onde já tinham uma família estabelecida.[28] Esses laços se mostram em muitos casos mais fortes do que o incentivo 😆 monetário para a migração, levando em consideração uma base familiar e possivelmente uma comunidade migrante italiana, maiores conexões para 😆 encontrar oportunidades de trabalho, moradia etc.[28] Assim, milhares de homens e mulheres italianos partiram da Itália e se espalharam pelo 😆 mundo e essa tendência só aumentou com a aproximação da Primeira Guerra Mundial.[28]
Notavelmente, não era como se os italianos nunca 😆 tivessem migrado antes; a migração interna entre o norte e o sul da Itália antes da unificação era comum. O 😆 norte da Itália se industrializou mais cedo do que o sul da Itália, portanto, era considerado mais moderno tecnologicamente e 😆 tendia a ser habitado pela burguesia.[29] Alternativamente, o sul da Itália, rural e agro-intensivo, era visto como economicamente atrasado e 😆 era povoado principalmente por camponeses de classe baixa.[29] Dadas essas disparidades, antes da unificação (e possivelmente depois), as duas seções 😆 da Itália, Norte e Sul, eram essencialmente vistas pelos italianos e outras nações como países separados. Assim, migrar de uma 😆 parte da Itália para a outra poderia ser visto como se estivessem de fato migrando para outro país ou mesmo 😆 outro continente.[29]
Além disso, os fenômenos de migração em grande escala não retrocederam até o final da década de 1920, 😆 bem dentro do regime fascista, e uma onda subsequente pode ser observada após o fim da Segunda Guerra Mundial. Outra 😆 onda está acontecendo atualmente devido à crise da dívida em curso.
Entre 1870 e 1970, cerca de 24 milhões de 😆 italianos emigraram, sendo que o maior número foi para os Estados Unidos, com 5,6 milhões. O Brasil recebeu 1,5 milhão 😆 de italianos, sendo o sexto principal destino no mundo, conforme tabela abaixo:
Emigração italiana (1870-1970) [ 30 ] pg.44 País de 😆 destino Número de emigrantes recebidos (em milhões) Estados Unidos 5,6 França 4,1 Suíça 3,0 Argentina 2,9 Alemanha 2,4 Brasil 1,5 😆 Império Austro-Húngaro 1,1 Canadá 0,6 Bélgica 0,5 Austrália 0,4 Venezuela 0,2 Grã-Bretanha 0,2 Europa 12,5 Américas e Austrália 11,5 Total 😆 24
Os números da diáspora italiana [ editar | editar código-fonte ]
Os dados sobre o número de descendentes de italianos no 😆 mundo são muito discrepantes, variando de 60 a 80 milhões de pessoas.[31] Segundo uma estimativa, mais de 80 milhões de 😆 pessoas de ascendência total ou parcial italiana vivem fora da Europa, com mais de 60 milhões vivendo na América do 😆 Sul (principalmente no Brasil, que, segundo essa mesma pesquisa, teria o maior número de descendentes de italianos fora da Itália,[32] 😆 e na Argentina, onde mais de 62,5% da população teria pelo menos um ancestral italiano),[33] 20 milhões vivendo na América 😆 do Norte (Estados Unidos e Canadá) e 1 milhão na Oceania (Austrália e Nova Zelândia). Outros vivem em outras 😆 partes da Europa (principalmente no Reino Unido, Alemanha, França e Suíça). A maioria dos cidadãos italianos que vivem no exterior 😆 residem em outras nações da União Europeia. Uma comunidade italiana histórica também existiu em Gibraltar desde o século 😆 XVI. Em menor grau, pessoas de ascendência italiana total ou parcial também são encontradas na África (principalmente nas ex-colônias 😆 italianas da Eritreia, que tem 100.000 descendentes,[34] Somália, Líbia, Etiópia e em outros países como a África do Sul, 😆 com 77.400 descendentes,[35] Tunísia e Egito), no Oriente Médio (nos últimos anos os Emirados Árabes Unidos mantiveram um destino desejável 😆 para os imigrantes italianos, com atualmente 10.000 imigrantes italianos), e na Ásia (Singapura abriga uma comunidade italiana considerável).[34][35]
Contudo, os métodos 😆 usados para contabilizar o número de descendentes de italianos no mundo são discrepantes. Por exemplo, nos Estados Unidos, no Canadá 😆 ou na Austrália, o censo pergunta de onde vieram os antepassados da população, portanto o número de descendentes é baseado 😆 na autodeclaração dos entrevistados. Esse método, porém, apresenta problemas, em decorrência da miscigenação étnica, das numerosas gerações que separam 😆 os recenseados de seus antepassados e da pouca importância que muitas pessoas dão para a ancestralidade. No caso dos Estados 😆 Unidos, as respostas parecem ser bastante inconsistentes, havendo variações muito grandes entre um censo e outro.[36] Ademais, no censo dos 😆 Estados Unidos, os americanos podem listar apenas dois países em que tenham ancestralidade.[37] Contudo, muitos americanos têm ancestralidade em 😆 diversos países, e essa metodologia pode impor um viés nas conclusões da pesquisa e limitar os americanos que têm 😆 várias nacionalidades na sua ancestralidade.[37][38] Quando solicitado a indicar apenas uma única ancestralidade, o recenseado pode tender a listar apenas 😆 aquela ancestralidade com a qual se identifica mais ou que acha mais diferenciada. Já outros vão indicar uma etnia simbólica 😆 ou mesmo inventada.[39] O método da autodeclaração, portanto, muitas vezes não reflete a realidade demográfica.[36]
De qualquer maneira, em pesquisa 😆 demográfica de 2024, quase 17 milhões de norte-americanos autodeclararam-se como sendo de origem italiana, compondo mais de 5% da população 😆 dos Estados Unidos.[40] No censo de 2024 do Canadá, cerca de 1,6 milhão de pessoas declararam ter origens italianas.[41] No 😆 censo de 2011 da Austrália, 916 000 pessoas declararam ancestralidade italiana.[42]
Já no caso do Brasil, o último censo a questionar 😆 a ancestralidade da população foi o de 1940. Nessa pesquisa, 1 260 931 brasileiros disseram ser filhos de pai italiano, 😆 enquanto que 1 069 862 disseram ser filhos de mãe italiana. Os italianos natos eram 285 mil e os naturalizados 😆 brasileiros, 40 mil. Portanto, italianos e filhos eram pouco mais de 3,8% da população do Brasil em 1940. Desde 😆 então, os censos brasileiros não fazem esse tipo de levantamento.[43][nota 1] Em consequência, os dados sobre o número de 😆 descendentes de italianos no Brasil são muito discrepantes: há fontes que falam em 18 milhões, outras em 30 😆 milhões ou até mesmo 42 milhões. Nenhuma dessas fontes, contudo, explicaram como chegaram a esses números.[30][44][45][46][47]
O censo da Argentina também 😆 não faz levantamento sobre ancestralidade familiar dos argentinos.[48] Diferentes fontes afirmam que a maioria dos argentinos tem ancestralidade italiana, embora 😆 não esclareçam como chegaram a essa conclusão.[25][49]
Ademais, boa parte dos descendentes de italianos no mundo já perderam os vínculos com 😆 a Itália e a sua cultura.[45] Por exemplo, nos Estados Unidos, segundo pesquisa de 2006, das 16.512.242 pessoas que declararam 😆 ser de ancestralidade italiana, 92,3% apenas falavam inglês em casa.[50] Pesquisa de 2024 mostrou que a língua italiana é 😆 a que está mais rapidamente morrendo nos Estados Unidos,[51] e outra pesquisa apontou que 70% dos americanos descendentes de italianos 😆 nascidos após 1970 já eram filhos de casamentos mistos entre um italiano e um não italiano.[52] Na Argentina, os italianos 😆 estavam entre os imigrantes que mais rapidamente adotavam o espanhol como língua,[30] e boa parte dos descendentes já são misturados 😆 com não italianos.[49] No caso do Brasil, os imigrantes que foram para o Sul tenderam a conservar mais os costumes 😆 e a língua (a exemplo do talian), ao passo que a assimilação cultural ocorreu mais rapidamente entre aqueles que foram 😆 para o estado de São Paulo.[30] Em Minas Gerais, a assimilação dos italianos foi tão rápida que a primeira 😆 geração nascida no estado já estava aculturada na sociedade majoritária.[53]
Em relação à diáspora, existem muitos indivíduos de ascendência italiana que 😆 são elegíveis para a cidadania italiana, pelo método de jus sanguinis, que vem do latim e significa "por sangue". No 😆 entanto, apenas ter ascendência italiana não é suficiente para se qualificar para a cidadania italiana. Para se qualificar, é necessário 😆 ter pelo menos um ancestral cidadão italiano que, após emigrar da Itália para outro país, tenha passado a cidadania para 😆 seus filhos, antes de ter-se eventualmente naturalizado como cidadão em seu novo país. Ademais, é necessário que o último 😆 antepassado italiano estivesse vivo em 1861, quando ocorreu a formação do Reino da Itália.[54] É necessário, também, juntar toda 😆 a documentação que comprove o grau de parentesco com o ancestral italiano. O governo italiano não tem uma regra sobre 😆 quantas gerações nascidas fora da Itália podem reivindicar a nacionalidade italiana.[55]
Italianos no Brasil [ editar | editar código-fonte ]
A imigração 😆 italiana no Brasil teve como ápice o período entre 1880 e 1920. Segundo o embaixador da Itália no Brasil, cerca 😆 de 30 milhões de brasileiros são descendentes de imigrantes italianos.[56] Os ítalo-brasileiros estão espalhados principalmente pelos estados do Sul e 😆 do Sudeste do Brasil, quase metade no estado de São Paulo. Assim, os ítalo-brasileiros são considerados a maior população de 😆 oriundi (descendentes de italianos) fora da Itália.[57]
Segundo outra pesquisa, a porcentagem de brasileiros que alegam ter ancestralidade italiana é de 😆 10,5% da população do Brasil, segundo pesquisa de 1999 do sociólogo, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 😆 Simon Schwartzman, o que, numa população de cerca de 200 milhões de brasileiros, representaria em torno de 20 milhões 😆 de descendentes.[58]
Segundo o demógrafo Miguel Angel García, em pesquisa de 2003, entre 18 e 23 milhões de brasileiros descendem 😆 de italianos, a maioria dos quais, segundo o demógrafo, não mantêm mais vínculos com a Itália e com a sua 😆 cultura e, portanto, não podem ser considerados seriamente como "italianos" ou "ítalo-brasileiros".[45]
A maioria dos imigrantes italianos chegaram ao Brasil nas 😆 décadas seguintes à unificação italiana, de modo que a identidade italiana desses imigrantes ainda era bastante débil, uma vez que 😆 eles se sentiam ligados mais à sua região de origem do que à pátria; porém como os brasileiros desconheciam essas 😆 diferenças regionais e tratavam todos os cidadãos da Itália como meros "italianos", os imigrantes e descendentes foram transfigurando-se em 😆 italianos "genéricos", abandonando ou amenizando o regionalismo. Por fim, a identidade italiana foi sendo substituída pela brasileira, ficando cada vez 😆 mais débeis as ligações com a Itália e com a cultura italiana.[45][59][60]
A muitos descendentes de italianos a língua italiana ou 😆 o dialeto não foram transmitidos, porém os descendentes mantiveram ou reinventaram os costumes italianos no Brasil. Essas práticas culturais permaneceram 😆 no ambiente doméstico, em âmbito familiar, nas narrativas de família dos avós, que atualizavam o sentimento de pertencimento à 😆 Itália. Nas décadas de 1970 e de 1980, iniciou-se um movimento de rememoração da identidade italiana entre os descendentes no 😆 Brasil, que "retomam o discurso étnico, os relatos de imigração, o inventário das italianidades", o que dá origem a um 😆 processo de "redescoberta da italianidade".[61]
Nas últimas décadas, um número significativo de brasileiros de origem italiana imigraram para a Itália por 😆 diversos motivos, mas um elemento sempre presente na escolha pela Itália é o fato de descenderem de italianos e de 😆 desejarem ter o reconhecimento da cidadania italiana. De fato, muitos descendentes, antes de irem para a Itália, têm uma concepção 😆 imaginada do país, narrada pelos seus avós, que é diferente da Itália contemporânea. Portanto, observa-se nos relatos dos descendentes que 😆 imigram para a Itália que esse encontro com a terra dos antepassados não é isento de conflitos e tensões, a 😆 começar pela língua, pois em regra falam o dialeto, e não o italiano padrão. Além do mais, embora muitos 😆 descendentes tragam elementos de uma identidade italiana construída no Brasil, e não obstante muitos terem a cidadania italiana, eles não 😆 são reconhecidos como italianos pelos nativos, pois são vistos como brasileiros ou estrangeiros e, por isso, são objeto de "certo 😆 preconceito", mesmo sendo descendentes e brancos, problema o qual eles não imaginavam ter que enfrentar.[nota 2]
Os dialetos italianos
A Itália só 😆 se unificou como Estado no final do século XIX. Até então, era uma região dividida em diversos reinos e 😆 estados separados, cujos habitantes falavam línguas e dialetos completamente diferentes entre si. Em 1861, não mais de 2% dos 😆 italianos sabiam falar a língua italiana. Apenas a elite letrada tinha acesso ao aprendizado do idioma. A porcentagem de falantes 😆 de italiano cresceu para 70% em 1970. A construção de uma identidade italiana foi, portanto, lenta e gradual.[62]
Os habitantes 😆 da Itália não se enxergavam primariamente como "italianos", mas antes de mais nada se sentiam conectados ao vilarejo e à 😆 região de nascimento. Eram "vênetos", "calabreses", "sicilianos" ou "lombardos", antes de serem "italianos". Mesmo com a grande emigração italiana para 😆 diversos países do mundo, alguns pesquisadores questionam se existe mesmo uma população de "descendentes de italianos", haja vista o grande 😆 sentimento de regionalidade, ao invés de nacionalidade, que esses imigrantes tinham. Muitos imigrantes italianos partiam de suas aldeias e se 😆 misturavam nos navios com italianos de outras regiões, que não necessariamente possuíam afinidades entre si. Isso é perceptível pelo fato 😆 de que certos grupos de italianos imigravam preferencialmente para algum país, enquanto outros grupos de italianos tendiam a migrar para 😆 outro. Por exemplo, os vênetos imigravam preferencialmente para o Brasil, os lígures preferiam a Argentina, os sicilianos e os napolitanos 😆 os Estados Unidos, enquanto os lombardos preferiam a Suíça. Devido a esse regionalismo, bairros étnicos de imigrantes surgiram em 😆 São Paulo ou em Nova Iorque, onde em alguns predominavam os vênetos, em outros os napolitanos ou 😆 sicilianos, que conviviam entre si, mas com vida associativa e social próprias. As diferenças culturais e linguísticas eram tais que, 😆 no final do século XIX, professores piemonteses foram enviados a escolas da Sicília e estes foram confundidos com ingleses.[62]
O governo 😆 fascista de Benito Mussolini agiu, inclusive com grande repressão, visando unificar a Itália dentro de uma única identidade, a "italianità". 😆 A alfabetização em massa da população italiana foi decisiva na criação de tal identidade, pois as crianças passaram a 😆 aprender o italiano dentro das escolas. De 80% de analfabetos em 1860, a porcentagem caiu para 74% em 😆 1871 e para 38% em 1914. Os sentimentos regionalistas eram muitos fortes, e governos sucessores concederam maiores liberdades a 😆 regiões italianas onde esses sentimentos eram mais presentes para evitar movimentos separatistas. Por exemplo, Vale de Aosta, Friul-Veneza Júlia, Trentino-Alto 😆 Ádige, Sicília e Sardenha têm "status especial", com liberdade jurídica e financeira mais ampla que as outras regiões. As províncias 😆 de Trento e de Bolzano têm autonomia legislativa. Não é difícil de se compreender a razão de estas regiões terem 😆 maior liberdade. Em Vale de Aosta parte dos habitantes fala francês, enquanto que Friul-Veneza Júlia é culturalmente ligada à 😆 Europa Central. Por sua vez, a Sicília e a Sardenha são ilhas separadas da Itália continental, o que sempre lhes 😆 deu características peculiares. O caso do Tirol do Sul é o mais emblemático da política italiana de fazer concessões visando 😆 evitar a deflagração de movimentos separatistas. No Tirol do Sul, parte dos habitantes falam alemão, região esta invadida e anexada 😆 pela Itália em 1918. Após tentativas falhas dos habitantes do Tirol de se anexarem à Áustria, a Itália fez 😆 um acordo com aquele país e, tal como nas demais regiões autônomas, deu à região uma autonomia fiscal de forma 😆 que a maior parte dos impostos permanece na região.[62]
Além da educação e alfabetização em massa dos italianos, outros fatores 😆 contribuíram para nascer o sentimento de identidade nacional, como a enorme propaganda do governo, também conflitos internacionais envolvendo italianos que 😆 faziam surgir sentimentos nacionalistas entre a população, mas também novas tecnologias, como a televisão que, além de divulgar a língua 😆 italiana, divulgava uma cultura em comum, ou mesmo esportes, como o futebol, que é capaz de unir toda a 😆 população sob um mesmo espírito. Atualmente, o sentimento de identidade italiana já está bastante consolidado, e a maioria dos italianos 😆 se enxergam como um povo uno, como cidadãos de um mesmo país, embora ainda haja maiores afinidades entre italianos de 😆 uma mesma região do que com pessoas de outras, principalmente entre italianos do Norte e italianos do Sul.[62]
Norte e Sul 😆 [ editar | editar código-fonte ]
Diferenças culturais e de formação étnica entre o Norte e o Sul do país são 😆 antigas, remontando a tempos medievais, quando o território que hoje corresponde a Itália ficou sob a influência de diversas ondas 😆 migratórias, formadas por povos germânicos, bizantinos, árabes, normandos e outros.
Com a emigração italiana em massa para as Américas e 😆 a Austrália, relatos de discriminação contra italianos foram comuns. Foram considerados "cidadãos de segunda classe" em diversas partes. Os 😆 italianos do Norte migraram principalmente para o Brasil, Argentina e Uruguai, e os italianos do Sul migraram em maior 😆 número para os Estados Unidos e Canadá. O anti-italianismo se acentuou com a entrada da Itália na Segunda Guerra Mundial, 😆 ao lado das Potências do Eixo. Na história recente da política italiana, surgiu o Partido de centro-direita Liga Norte que 😆 atua sobretudo no norte do país, reivindicando a secessão das regiões do norte e centro, que constituiriam a chamada Padânia. 😆 Em 2008, a Lega Nord teve 8,3% nas eleições gerais do país.[63] No Sul há vários movimentos autonomistas, mas 😆 como os do Norte, ainda relativamente inócuos.
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Notas
↑ Citação: .. 😆 a eliminação das perguntas referentes à cegueira, surdo-mudez, naturalidade dos pais do recenseado, data da fixação de residência no País, 😆 dos estrangeiros e brasileiros naturalizados... Fonte: A partir do Censo de 1950, o IBGE reduziu o número de quesitos de 😆 45 para 25:Fonte: IBGE Memória - Censos demográficos ↑ [ 61 ] "Alguns depoimentos narram as dificuldades de conseguir a 😆 documentação e o preconceito enfrentados, mesmo sendo descendentes e brancos, situação pelas quais não imaginavam passar"(página 13).
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